Saúde mental

  1. Saúde mental é muito mais do que a ausência de doenças. Por isso, defendemos um projeto de cidade que promova saúde e que garanta uma rede de assistência às pessoas em sofrimento psíquico. Para isso, defendemos o fortalecimento de toda Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com o objetivo de garantir um cuidado integral, efetivo, e menos medicalizante. 
  2. Fortalecimento e expansão dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de todas as modalidades: infanto-juvenil, adulto e álcool e drogas. Contratação de profissionais via concurso público. Revisão dos contratos de Organizações Sociais de Saúde (OSS) que atualmente administram esses equipamentos públicos, muitas vezes de forma pouco transparente.
  3. Investimento em programas e equipamentos de saúde que promovam inclusão e reintegração social. Defendemos a ampliação dos serviços residenciais terapêuticos e a reestruturação municipal do programa de volta pra casa. Também somos a favor de maior investimento nos Centros de Convivência Cooperativa (Ceccos), atualmente sucateados.
  4. Entendemos a questão do uso prejudicial de substância como um problema de saúde pública, que só pode ser resolvido integrando a rede de saúde aos demais setores. Por isso somos contrários ao Programa Redenção de Bruno Covas e João Dória na cracolândia.  Esse modelo manicomilazante que criminaliza a pobreza, não promove saúde e não garante um projeto alternativo de vida às pessoas.  Defendemos um programa que articule cuidado em saúde, renda, emprego e moradia, aos moldes do que foi o programa de Braços Abertos.
  5. Sabemos que os indicadores de transtornos mentais são piores entre a população negra, sobretudo entre a juventude, o que é determinado pelo racismo estrutural. Defendemos a criação de políticas antirracistas para saúde mental da população negra, dentre eles a criação de um Observatório Municipal de Saúde Mental da População Negra, que articule junto a sociedade civil e movimentos sociais ações específicas. 
  6. Com o fim do financiamento federal dos Núcleos Ampliados da Saúde da Família (NASFs), defendemos que o município de São Paulo, o mais rico da união, responsabilize-se por sua manutenção e fortalecimento.  
  7. Somos a favor de contratação de psicólogos para atuação nas escola e que isso seja feito em torno de um programa que articule a rede territorial de proteção à criança e adoelescente, incluindo os setores de assistência social, saúde, cultura e lazer. Além disso, é importante que esses profissionais estejam de fato em uma só escola e não tenham que se desdobrar para responder a demanda de diversos equipamentos da educação.