Saúde

  1. Lutaremos por um projeto de cidade que promova saúde, garantindo renda mínima permanente, concursos públicos para aumento de oferta de empregos,  moradia digna e de qualidade, acesso à água, saneamento básico e coleta de resíduos, segurança alimentar e nutricional, com valorização do meio ambiente e da agricultura familiar e agroecológica.
  2. A nossa defesa radical do SUS passa por recuperar a centralidade da saúde dos trabalhadores, do protagonismo da vigilância em saúde, da proteção do meio ambiente, do saneamento básico e da fiscalização e inspeção de alimentos, água, medicamentos, insumos e produtos, da garantia da segurança alimentar e da assistência integral à saúde, incluindo assistência farmacêutica.
  3. Em nosso mandato faremos de São Paulo uma trincheira contra o bolsonarismo e a política ultraneoliberal representada por Guedes, mas também por João Dória. Somos pela revogação do mecanismo de teto de gasto público em saúde a partir da Emenda Constitucional 95 e da mudança no financiamento da Atenção Básica, que mantém o desfinanciamento do SUS. 
  4. Defendemos investimento na Atenção Básica e nos modelos assistenciais que se propõem à resistir à lógicas medicalizantes de saúde, com os CAPSs e os NASFs e a rede intersetorial de educação, cultura e assistência fortalecidas.
  5. Defendemos a reestruturação  da rede assistencial de nossa cidade a partir dos territórios garantindo um fortalecimento da Rede de Urgências e do SAMU, de Saúde Mental, de Assistência Farmacêutica, de Reabilitação, das Casas de Parto, dos hospitais municipais e serviços referências fundamentais para os perfis de saúde e adoecimento do nosso povo. Junto aos movimentos sociais é possível construir políticas de saúde e cuidado de maior qualidade.
  6. Somos contrários ao modelo de gestão via OSSs. Queremos uma gestão do SUS totalmente pública e transparente, transformada com a participação popular. Defendemos a participação popular e democrática a partir do trabalho comunitário nos territórios e dos movimentos sociais dos bairros, de forma a construir espaços de diálogo e fortalecer o sistema de saúde.
  7. Acreditamos no incentivo e defesa da autonomia dos trabalhadores do SUS como forma de garantir a qualidade da assistência. Somos contra a lógica gerencialista de gestão que adota muitas vezes metas que pressionam os trabalhadores e não dizem respeito ao cuidado em saúde.
  8. Garantir concursos públicos, piso salarial, plano de carreira e de incentivos, políticas de educação permanente, carga horária compatível com as reivindicações de cada categoria, dimensionamento de pessoal adequado são algumas medidas urgentes de valorização dos trabalhadores de saúde, em sua maioria mulheres que enfrentam condições de vida cada vez mais precarizadas.